"... Ver muito lucidamente prejudica o sentir demasiado..." Fernando Pessoa
Algumas impressões sobre a arte da vida: um olhar atrevido, o ritmo de uma melodia, a cadência de alguns versos, palavras ardidas... o pulsar de um coração!
"Já aviso, aqui a casa é ventilada, o coração é quente e as vontades têm a temperatura exata para os sonhos."(Vanessa Leonardi)
"Não sei... se a vida é longa ou curta demais para nós. Mas sei que nada do que vivemos tem sentido se não tocamos o coração das pessoas." (Cora Coralina)
Todos os méritos aos autores de obras artísticas e intelectuais aqui postadas ou citadas: fotografias, charges, textos e afins... Este espaço também é destinado para reconhecer, valorizar e disseminar o trabalho de todos vocês. Anônimos ou não.
(Havendo necessidade da retirada de algum material que não tenha citação do autor, pois algumas vezes o desconheço, estou a disposição. Basta acionar-me!)
Obrigada pela visita!
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"Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho." Salmos 119:105
Boca Livre - Clara e Ana
Pra "colher o dia" que chega, a doçura desta canção com a palavra viva de Deus!
"O senhor é meu pastor e nada me faltará. Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranquilas. Refrigera a minha alma. Guia-me pelas veredas da justiça, por amor de seu nome. Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e teu cajado me consolam." (Salmos 23, versículos 1 a 4)
Almeida Júnior - Saudade 1899 Quando vi esta obra pessoalmente, na Pinacoteca em São Paulo, fiquei impressionada e maravilhada, tal é o seu encanto! Tive a sensação de estar junto da mulher retratada na tela; no mesmo tempo e espaço, gozando da mesma saudade!
Zeca Baleiro - Brigitte Bardot
A saudade é um trem de metrô subterrâneo obscuro escuro claro é um trem de metrô a saudade é prego parafuso quanto mais aperta tanto mais difícil arrancar a saudade é um filme sem cor que meu coração quer ver colorido
A saudade é um trem de metrô subterrâneo obscuro escuro claro é um trem de metrô a saudade é prego parafuso quanto mais aperta tanto mais difícil arrancar a saudade é um filme sem cor que meu coração quer ver colorido
A saudade é uma colcha velha que cobriu um dia numa noite fria nosso amor em brasa a saudade é Brigitte Bardot acenando com a mão num filme muito antigo
A saudade vem chegando A tristeza me acompanha! Só porque... só porque... O meu amor morreu Na virada da montanha O meu amor morreu Na virada da montanha E quem passa na cidade Vê no alto A casa de sapé Ainda... A trepadeira no carramanchão Amor-perfeito pelo chão Em quantidade...
A quimera da felicidade (...) do alto de uma montanha, inclinei os olhos a uma das vertentes, e contemplei, durante um tempo largo, ao longe, através de um nevoeiro, uma cousa única. Imagina tu, leitor, uma redução dos séculos, e um desfilar de todos eles, as raças todas, todas as paixões, o tumulto dos impérios, a guerra dos apetites e dos ódios, a destruição recíproca dos seres e das cousas. Tal era o espectáculo, acerbo e curioso espectáculo. A história do homem e da terra tinha assim uma intensidade que não lhe podiam dar nem a imaginação nem a ciência, porque a ciência é mais lenta e a imaginação mais vaga, enquanto que o que eu ali via era a condensação viva de todos os tempos. Para descrevê-la seria preciso fixar o relâmpago. Os séculos desfilavam num turbilhão, e, não obstante, porque os olhos do delírio são outros, eu via tudo o que passava diante de mim, - flagelos e delícias, - desde essa cousa que se chama glória até essa outra que se chama miséria, e via o amor multiplicando a miséria, e via a miséria agravando a debilidade. Aí vinham a cobiça que devora, a cólera que inflama, a inveja que baba, e a enxada e a pena, úmidas de suor, e a ambição, a fome, a vaidade, a melancolia, a riqueza, o amor, e todos agitavam o homem, como um chocalho, até destruí-lo, como um farrapo. Eram as formas várias de um mal, que ora mordia a víscera, ora mordia o pensamento, e passeava eternamente as suas vestes de arlequim, em derredor da espécie humana. A dor cedia alguma vez, mas cedia à indiferença, que era um sono sem sonhos, ou ao prazer, que era uma dor bastarda. Então o homem, flagelado e rebelde, corria diante da fatalidade das cousas, atrás de uma figura nebulosa e esquiva, feita de retalhos, um retalho de impalpável, outro de improvável, outro de invisível, cosidos todos a ponto precário, com a agulha da imaginação; e essa figura, - nada menos que a quimera da felicidade, - ou lhe fugia perpetuamente, ou deixava-se apanhar pela fralda, e o homem a cingia ao peito, e então ela ria, como um escárnio, e sumia-se, como uma ilusão.
Machado de Assis, in 'Memórias Póstumas de Brás Cubas'
Cá com meus botões: a felicidade é uma escolha? Depende de algo? É transitória, passageira, provisória? É um sonho fantástico? Um estado de espírito? Tem fim? (...)
Aaiii que preguiçaaaa! Rs... à toa, bem à toa! Humm, coisa boa! Deixa eu pecar um pouquinho! Meu mantra pra embalar o início desta "dura jornada", rs! Dias de pernas pro ar...